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Economia circular é um dos termos mais usados em relatórios de ESG, apresentações de sustentabilidade e políticas públicas. Mas entre o conceito e a aplicação real existe uma distância que poucos materiais explicam com clareza. Este artigo mostra o que economia circular significa quando o assunto é o descarte de eletroeletrônicos, com exemplos concretos de como o ciclo se fecha na prática.
Economia circular é um modelo econômico que propõe substituir o ciclo linear de produção, baseado em extrair matéria-prima, fabricar produtos, usar e descartar, por um ciclo em que os materiais retornam ao sistema produtivo depois de usados.
O conceito de economia circular tem raízes em diferentes campos do conhecimento, com contribuições da economia ecológica, do design industrial e da simbiose industrial desenvolvidas desde as décadas de 1970 e 1990. A Fundação Ellen MacArthur teve papel relevante na consolidação e na popularização do conceito na sua forma contemporânea, tornando-o acessível ao setor empresarial e de políticas públicas ao redor do mundo. O modelo se apoia em três princípios: eliminar resíduos e poluição desde a fase de design dos produtos, manter materiais em uso pelo maior tempo possível e regenerar sistemas naturais.
No Brasil, a economia circular ganhou um marco estratégico em maio de 2025 com a aprovação do Plano Nacional de Economia Circular pelo MDIC, que estabelece diretrizes para os próximos dez anos e cita explicitamente o setor de eletroeletrônicos entre as prioridades.
Eletroeletrônicos concentram vários dos desafios que a economia circular busca resolver. São compostos por dezenas de materiais distintos, muitos com alto valor econômico e potencial de recuperação. Têm ciclos de vida cada vez mais curtos em função da velocidade da inovação tecnológica. E quando descartados sem processo adequado, os materiais que os compõem se perdem definitivamente, forçando a extração de novos recursos naturais para fabricar os próximos equipamentos.
A ABREE e a Green Eletron são entidades gestoras reconhecidas no âmbito da PNRS, trabalham justamente para estruturar esse ciclo de retorno dos equipamentos pós-consumo ao ciclo produtivo.
Gabinetes de computadores, carcaças de impressoras e teclados são compostos principalmente por ABS e PS, plásticos de engenharia com boas propriedades mecânicas. No processo de Manufatura Reversa, esses componentes são separados, triturados e transformados em material plástico moído.
Esse material é vendido para indústrias que o utilizam como matéria-prima na fabricação de novos componentes plásticos. O ciclo se fecha: o plástico que seria descartado retorna à cadeia produtiva sem a necessidade de extrair novas resinas de petróleo.
A BrasilReverso realiza esse processo e comercializa o plástico triturado resultante para compradores industriais.
Computadores contêm quantidades relevantes de alumínio, cobre e aço. No processo de Manufatura Reversa, esses metais são separados por tipo e vendidos como commodities para fundições e metalúrgicas, que os reintegram ao ciclo produtivo.
O alumínio reciclado, por exemplo, exige muito menos energia para ser processado do que o alumínio primário extraído da bauxita. Isso significa que cada tonelada de alumínio recuperada de eletroeletrônicos representa uma redução real de emissões de carbono na cadeia industrial.
As placas de circuito impresso presentes em computadores, servidores e outros equipamentos contêm materiais preciosos em concentrações que tornam a recuperação economicamente viável. No processo de Manufatura Reversa, essas placas são separadas e exportadas para processadores especializados no exterior, onde ocorre a recuperação desses materiais.
Esse fluxo transforma um resíduo que seria simplesmente perdido em um insumo valioso para a indústria de alta tecnologia, fechando o ciclo de materiais raros que de outra forma precisariam ser extraídos novamente da natureza.
Nem todo equipamento que sai de uso em uma empresa chegou ao fim de sua vida útil técnica. Muitos computadores e notebooks são substituídos por modelos mais novos enquanto ainda funcionam adequadamente para outras aplicações.
A compra e venda de ativos de TI usados é uma prática que estende o ciclo de vida dos equipamentos, adia o descarte e reduz o volume de material que precisa ser processado. Antes de descartar, vale avaliar se os equipamentos têm condições de uso e se podem ser reaproveitados dentro da própria organização ou por terceiros.
Um ponto que frequentemente fica de fora das discussões sobre economia circular é a necessidade de documentação. Para que um ciclo circular seja verificável, auditável e válido para relatórios de ESG, cada etapa precisa de registro.
No contexto do descarte de eletroeletrônicos, isso significa: emissão do MTR antes da coleta para que o CDF seja gerado pelo SINIR, SIGOR ou sistema próprio integrado ao órgão ambiental competente; laudo técnico emitido pela empresa de reciclagem; e, quando houver destruição física de HDs, laudo fotográfico comprovando o processo.
A licença de operação válida da empresa de reciclagem, emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente do estado, é o que garante que o ciclo está sendo fechado de forma legalmente válida.
A BrasilReverso nasceu para unir os elos desse ciclo. Desde 2013, a empresa realiza o gerenciamento completo de eletroeletrônicos descartados por empresas, transformando resíduos em matéria-prima e garantindo rastreabilidade em cada etapa do processo.
Para saber como estruturar o descarte de eletroeletrônicos da sua empresa dentro dos princípios da economia circular: brasilreverso.com.br/fale-conosco