WhatsApp
Fechar
Política de Privacidade

Para oferecer a melhor experiência utilizamos tecnologias como cookies e ferramentas como o Google Analytics, para armazenar e acessar informações do seu dispositivo. Além disso, os formulários de contato deste site coletam os dados fornecidos e podem ser usados pela BrasilReverso para fins comerciais. Ao continuar navegando, você reconhece e concorda com o uso dessas tecnologias e práticas para garantir o funcionamento do site.

Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

Tudo bem, eu concordo!

COP30 e economia circular: por que o descarte de eletroeletrônicos entra na agenda climática

Em novembro de 2025, Belém sediou a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Foi a primeira vez que o Brasil recebeu o maior evento climático do mundo, e o país apresentou na compromissos concretos de descarbonização e transição para uma economia circular mais sustentável. Nesse contexto, a economia circular, e em particular o descarte correto de eletroeletrônicos, ganhou relevância na agenda climática de forma que muitas empresas ainda não consideraram(COP30 e economia circular) (COP30 e economia circular)

Qual é a relação entre descarte de eletroeletrônicos e clima?

A relação não é óbvia, mas é direta. Fabricar um computador, um servidor ou um smartphone gera emissões de carbono significativas ao longo de toda a cadeia: extração de matérias-primas, processamento de metais, fabricação de semicondutores, transporte e montagem. Essas emissões estão contabilizadas no chamado Escopo 3, que engloba as emissões indiretas da cadeia de valor de uma empresa.

Quando um equipamento eletroeletrônico é descartado sem que seus materiais sejam recuperados, toda a energia e os recursos naturais investidos na sua fabricação se perdem. A indústria precisará extrair novas matérias-primas, processar novos metais e fabricar novos componentes para os próximos equipamentos, repetindo o ciclo de emissões.

Quando os materiais são recuperados pelo processo de Manufatura Reversa e reinseridos na cadeia produtiva, parte dessas emissões é evitada. Alumínio reciclado, por exemplo, exige muito menos energia para ser processado do que o alumínio primário. Plástico moído de gabinetes de computadores reduz a necessidade de resinas virgens derivada do petróleo.

O que a COP30 muda para empresas brasileiras?

A COP30 em si não cria obrigações legais para empresas. O que ela faz é ampliar a pressão política e de mercado sobre compromissos de descarbonização. Empresas multinacionais que têm metas de carbono declaradas vão intensificar as exigências sobre suas cadeias de fornecimento brasileiras. Investidores que acompanham o Brasil por conta da COP30 vão avaliar com mais atenção as práticas ESG das empresas locais.

O presidente da Abralatas já sinalizou que espera que os debates da COP30 incluam a economia circular no dia a dia do consumo, e não apenas desmatamento e mudanças climáticas. Esse posicionamento reflete uma mudança de perspectiva importante: a agenda climática está se expandindo para incluir a gestão de resíduos como parte da solução.

O PLANEC, a COP30 e economia circular como contexto convergente

O Brasil chegou à COP30 com um instrumento recente: o Plano Nacional de Economia Circular, aprovado em maio de 2025 pelo MDIC com 18 objetivos e mais de 70 ações para os próximos dez anos. O plano cita explicitamente o setor de eletroeletrônicos entre as prioridades e prevê políticas de crédito, incentivos tributários e fortalecimento das compras públicas sustentáveis.

Essa combinação de PLANEC e COP30 criou um ambiente em que a pressão por práticas circulares aumentou ao longo de 2025 e segue crescendo em 2026. Empresas que chegaram a esse período com processos estruturados de descarte e documentação de conformidade saíram na frente para responder a essas demandas.

Como o descarte de eletroeletrônicos se conecta ao Escopo 3

O GHG Protocol, padrão global de contabilidade de carbono, divide as emissões em três escopos. O Escopo 1 são as emissões diretas da operação. O Escopo 2 são as emissões da energia consumida. O Escopo 3 são todas as emissões indiretas da cadeia de valor, tanto na fabricação dos insumos quanto no uso e descarte dos produtos.

Para empresas que declaram metas de carbono alinhadas a iniciativas como Science Based Targets, o SBTi, o Escopo 3 é frequentemente o maior e o mais difícil de endereçar. O descarte correto de eletroeletrônicos com recuperação de materiais é uma das ações concretas que contribuem para a redução do Escopo 3, ao reduzir a necessidade de extração de matérias-primas virgens para fabricar novos equipamentos.

A BrasilReverso e a agenda climática

A BrasilReverso existe para fechar o ciclo dos eletroeletrônicos. Desde 2013, a empresa transforma equipamentos descartados por empresas em matéria-prima que retorna à cadeia produtiva, contribuindo concretamente para a redução das emissões associadas à fabricação de novos equipamentos.

Para saber como o processo da BrasilReverso pode ser incorporado ao reporte de Escopo 3 da sua empresa: brasilreverso.com.br/fale-conosco

WeMade
WeMade
Publicado em 21 de Maio de 2026 por WeMade.
Compartilhar

Publicações relacionadas

Ver todos os posts