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Como fazer o descarte de eletroeletrônicos na sua empresa: 5 etapas essenciais com guia completo e atualizado

Toda empresa chega a um momento em que precisa substituir computadores, impressoras, servidores, monitores e outros equipamentos. O que acontece com esse material depois é uma questão que envolve segurança de dados, reputação e responsabilidade ambiental, e que muitas organizações ainda tratam com pouca atenção, o descarte de eletroeletrônicos.

No Brasil, fabricantes e importadores têm obrigações legais sobre o destino dos equipamentos que colocam no mercado. Para as demais empresas, o descarte correto de eletroeletrônicos parte de uma decisão consciente: entender os impactos ambientais, os riscos de segurança da informação e as vantagens de documentar o processo.

O que é considerado resíduo eletroeletrônico?

Resíduo eletroeletrônico é qualquer equipamento que depende de energia elétrica, pilha ou bateria para funcionar e que chegou ao fim de sua vida útil. Isso inclui computadores, notebooks, impressoras, monitores, servidores, tablets, celulares, nobreaks, switches, roteadores, cabos, teclados, mouses e cartuchos de toner, entre outros. Todos eles podem ter o descarte de eletroeletrônicos, feitos de forma correta.

A sigla técnica é REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos). No contexto corporativo, esses materiais se acumulam rapidamente e ocupam espaço em depósitos, corredores de TI e almoxarifados, muitas vezes por anos, porque as empresas não sabem exatamente como e para quem encaminhá-los.

Por que o descarte correto é obrigação legal?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada pela Lei 12.305/2010, estabelece que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores compartilham responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. No caso dos eletroeletrônicos, o Decreto 10.240/2020 regulamentou especificamente a logística reversa desses equipamentos.

A logística reversa prevista na legislação é uma obrigação atribuída ao fabricante e ao importador, que devem criar e financiar sistemas de coleta e destinação dos produtos que colocam no mercado. Para as demais empresas, não há obrigatoriedade legal específica sobre o descarte de eletroeletrônicos e resíduos. O que existe é responsabilidade ambiental e de imagem quando o descarte é feito de forma inadequada.

Além disso, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) cria uma obrigação independente: equipamentos que armazenam dados, como HDs, SSDs, servidores e celulares, precisam ter as informações destruídas de forma irreversível antes do descarte. Simplesmente formatar um disco rígido não é suficiente, pois softwares de recuperação conseguem restaurar informações mesmo após formatações convencionais.

Quais são os riscos de descartar eletroeletrônicos de forma inadequada?

Multas ambientais com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e na PNRS podem ser aplicadas por órgãos estaduais e federais. Os valores variam conforme o volume descartado e a gravidade da infração.

Vazamento de dados corporativos ou de clientes a partir de equipamentos descartados sem destruição adequada pode gerar multas da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e danos à reputação da empresa.

Responsabilidade solidária significa que, mesmo com a entrega do material a uma empresa terceirizada, a organização geradora ainda responde pelo destino final caso o receptor não seja devidamente licenciado.

Impacto no ESG e em auditorias de sustentabilidade: investidores, clientes e parceiros comerciais cada vez mais exigem comprovação de práticas ambientais responsáveis. A ausência de documentação de descarte pode comprometer contratos e processos de certificação. Além disso, o descarte incorreto de eletroeletrônicos afeta diretamente o meio ambiente, contaminando solo e lençóis freáticos com substâncias presentes nos equipamentos.

Como funciona o processo de descarte correto de eletroeletrônicos?

Um processo correto e documentado percorre cinco etapas:

Avaliação do inventário: levantamento completo dos equipamentos que serão descartados, com identificação por tipo, quantidade e situação de uso.

Coleta e transporte: a empresa contratada realiza a retirada dos materiais no endereço do cliente. No caso de operações nacionais, com filiais em diferentes estados, a empresa responsável precisa ter licenciamento ambiental válido para cada unidade da federação onde opera.

Processamento: os equipamentos passam por descaracterização e triagem. Componentes são separados por tipo de material: plásticos, metais ferrosos, metais não ferrosos como alumínio e cobre e placas de circuito impresso. Esse processo é chamado de Manufatura Reversa.

Destinação ambientalmente correta: 100% do material gerado no processamento é encaminhado para indústrias especializadas que reintegram esses insumos ao ciclo produtivo. Nada deve ser descartado em aterros convencionais.

Certificação: ao final do processo, a empresa emite um Certificado de Destinação Final (CDF) e laudo técnico. Esses documentos são os únicos instrumentos que comprovam, perante auditorias e órgãos fiscalizadores, que o processo foi realizado corretamente.

Entenda mais sobre como funciona o processo da BrasilReverso de descarte de eletroeletrônicos, aqui.

O que é o Certificado de Destinação Final e por que ele é essencial?

O Certificado de Destinação Final é o documento que comprova que um volume determinado de resíduos eletroeletrônicos foi recebido, processado e destinado de forma ambientalmente adequada por uma empresa licenciada.

Para que a BrasilReverso emita o CDF, a empresa geradora precisa emitir o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR). Com o MTR em mãos, o CDF é gerado via sistema SIGOR, com informações pré-estabelecidas pela plataforma. Para empresas que ainda não operam com esse fluxo, a BrasilReverso emite um laudo técnico interno que comprova a destinação correta dos materiais.

Empresas que passam por auditorias de ESG, processos licitatórios ou certificações ISO podem utilizar tanto o CDF quanto o laudo técnico interno como evidência da destinação correta dos seus equipamentos.

 

O que são as certificações R2V3, ISO 14001 e ISO 45001 e por que elas importam?

Ao contratar uma empresa de reciclagem de eletroeletrônicos, verificar as certificações é o primeiro filtro que uma organização deve aplicar.

A certificação R2V3 (Responsible Recycling, versão 3) é o padrão internacional mais rigoroso para recicladores de equipamentos eletrônicos. Ela garante práticas seguras de manuseio, rastreabilidade completa do processo e proteção de dados em equipamentos descartados. No Brasil, poucas empresas possuem essa certificação, o que a torna um diferencial de qualidade e confiabilidade.

A ISO 14001 certifica que a empresa possui um Sistema de Gestão Ambiental estruturado, com melhoria contínua e conformidade com a legislação ambiental vigente.

A ISO 45001 certifica o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, garantindo condições seguras de trabalho para os colaboradores que operam no processo de reciclagem.

Empresas com as três certificações oferecem um nível de segurança jurídica e ambiental que vai além do mínimo exigido por lei.

Quanto custa o descarte de eletroeletrônicos?

O custo varia conforme o tipo de material, o volume, a localização e o tipo de serviço contratado. Em muitos casos, a reciclagem de metais não ferrosos como cobre e alumínio tem valor comercial, o que pode gerar compensação financeira para a empresa geradora.

Para materiais que exigem processamento mais específico, como TVs de tubo, baterias ou cartuchos de toner, pode haver custo de destinação.

O caminho mais indicado é solicitar avaliação técnica antes de fechar qualquer contrato. Empresas sérias realizam esse levantamento sem custo e apresentam proposta personalizada com base no inventário real.

O que acontece com os materiais depois do processamento?

Após a Manufatura Reversa, os materiais recuperados seguem para indústrias específicas. Os plásticos são transformados em resinas que retornam ao ciclo produtivo. Os metais ferrosos e não ferrosos são vendidos como commodities para fundições e metalúrgicas. As placas de circuito impresso são exportadas para que ocorra a recuperação de materiais preciosos em processos especializados no exterior.

Essa cadeia transforma o que seria simplesmente lixo em matéria-prima com valor econômico real. É o que a economia circular propõe na prática: encerrar o ciclo linear de produção, uso e descarte para criar um ciclo produtivo contínuo.

Como escolher uma empresa de reciclagem de eletroeletrônicos?

Antes de contratar, verifique:

Se a empresa possui licença de operação válida. Peça o documento e confira o prazo de validade.

Se a empresa é certificada R2V3, ISO 14001 e ISO 45001. A certificação R2V3 especificamente garante padrões internacionais de rastreabilidade e segurança de dados.

Se a empresa emite laudo técnico com assinatura de responsável técnico habilitado, não apenas um protocolo de recebimento.

Se a empresa é  homologada a entidades gestoras de logística reversa reconhecidas, como a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos) e Green Eletron.

Se a empresa possui estrutura de coleta nacional, caso sua organização tenha operações em diferentes regiões do país.

A BrasilReverso realiza o descarte de eletroeletrônicos para empresas?

Sim. A BrasilReverso atua desde 2013 no gerenciamento e reciclagem de resíduos eletroeletrônicos e cartuchos de toner para empresas de todos os portes. A empresa possui certificações R2V3, ISO 14001 e ISO 45001, é homologada à ABREE e a Green Eletron.

O processo inclui avaliação do inventário, coleta em todo o território nacional, processamento por Manufatura Reversa, destinação 100% ambientalmente correta e emissão de laudo técnico assinado por engenheira ambiental, com rastreabilidade completa.

Para solicitar avaliação e proposta comercial: https://brasilreverso.com.br/fale-conosco

WeMade
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Publicado em 02 de Abril de 2026 por WeMade.
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