WhatsApp
Fechar
Política de Privacidade

Para oferecer a melhor experiência utilizamos tecnologias como cookies e ferramentas como o Google Analytics, para armazenar e acessar informações do seu dispositivo. Além disso, os formulários de contato deste site coletam os dados fornecidos e podem ser usados pela BrasilReverso para fins comerciais. Ao continuar navegando, você reconhece e concorda com o uso dessas tecnologias e práticas para garantir o funcionamento do site.

Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

Tudo bem, eu concordo!

ESG e descarte de eletroeletrônicos: 4 impactos diretos na sua pontuação e nos seus contratos

ESG deixou de ser pauta de relatório anual para virar critério de negócio, e o descarte de eletroeletrônicos é um dos pontos mais verificados nas auditorias. Clientes exigem comprovação, investidores precificam risco e parceiros pedem documentação. Empresas que tratam a gestão de resíduos como detalhe operacional descobrem que isso afeta contratos e avaliações.

O descarte de eletroeletrônicos é um dos pontos mais verificados em auditorias de ESG, especialmente no pilar ambiental. Não porque seja o mais complexo, mas porque é um dos mais documentáveis: ou existe a cadeia de comprovação ou não existe. Não há meio-termo aceitável para um auditor sério.

 

Por que o descarte de eletroeletrônicos aparece em auditorias de ESG?

A relação é direta. O pilar ambiental do ESG avalia, entre outros pontos, como a empresa gerencia os resíduos que gera, se suas operações estão em conformidade com a legislação ambiental aplicável e se há rastreabilidade nas cadeias de fornecimento e descarte.

Eletroeletrônicos descartados de forma inadequada podem causar contaminação do solo e dos lençóis freáticos. Quando esse descarte ocorre sem controle e sem documentação, a empresa está gerando um passivo ambiental mensurável, independentemente de intenção ou tamanho da operação.

Auditores de ESG verificam pontos específicos: há política formal e documentada de descarte de ativos de TI? A política cobre todos os tipos de equipamentos, incluindo impressoras com HD e equipamentos de rede? Existe documentação de destinação dos equipamentos obsoletos dos últimos três anos? A empresa utiliza prestadores com as certificações exigidas? Os volumes descartados são reportados nos relatórios de sustentabilidade?

A ausência de respostas documentadas para essas perguntas impacta a pontuação em frameworks como GRI, CDP, MSCI ESG Ratings e nos questionários de avaliação de fornecedores de grandes empresas.

 

Quais indicadores de ESG se relacionam com o descarte de eletroeletrônicos?

Nos principais frameworks de reporte de sustentabilidade, os indicadores mais diretamente relacionados são:

GRI 306 (Resíduos): esse módulo do Global Reporting Initiative trata especificamente da geração e gestão de resíduos. As divulgações exigidas incluem total de resíduos gerados por tipo e destino, resíduos destinados para descarte com identificação do método e práticas de gestão de resíduos. O GRI 306 diferencia resíduos perigosos de não perigosos, e eletroeletrônicos são classificados como perigosos por conter metais pesados.

GRI 308 (Avaliação Ambiental de Fornecedores): avalia se a empresa verifica as práticas ambientais dos seus fornecedores, incluindo prestadores de serviços de descarte. Uma empresa que declara conformidade ambiental mas usa prestadores de reciclagem sem certificação tem inconsistência que pode ser questionada.

SASB (Setor de Tecnologia de Hardware): inclui indicadores específicos sobre gestão de resíduos eletrônicos e taxa de recuperação de materiais. Empresas de tecnologia que reportam segundo o SASB têm obrigações mais detalhadas sobre esse tema.

Questionários de cadeia de fornecimento (CSRD, CDP Supply Chain): grandes empresas, especialmente multinacionais com metas de carbono e ESG declaradas, enviam questionários de avaliação para seus fornecedores. Uma das perguntas frequentes é sobre a política de descarte de equipamentos eletrônicos e a documentação disponível.

 

Como o descarte inadequado pode afetar contratos e a pontuação de ESG?

O impacto comercial é o mais imediato e concreto para a maioria das empresas:

Licitações públicas: o Decreto 7.746/2012 e as diretrizes de contratações sustentáveis do governo federal preveem critérios de sustentabilidade para contratações públicas. Empresas que não conseguem comprovar conformidade ambiental nas suas operações podem ser inabilitadas em processos licitatórios que exijam esse critério ou obter pontuação inferior em critérios técnicos de sustentabilidade.

Contratos com multinacionais: empresas que fazem parte de cadeias de fornecimento de grandes corporações multinacionais recebem periodicamente questionários de ESG. Um fornecedor que não consegue comprovar práticas ambientais adequadas pode ser descredenciado da cadeia de suprimentos ou deixar de ser aprovado em novos processos de qualificação.

Certificações setoriais: empresas que buscam ou mantêm certificações como ISO 14001 precisam demonstrar que gerenciam todos os resíduos de suas operações de forma adequada, incluindo os eletroeletrônicos gerados internamente e pelos processos de TI.

Acesso a capital: fundos de investimento com políticas ESG, como os alinhados aos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), avaliam práticas ambientais das empresas antes de investir. Lacunas na gestão de resíduos podem ser sinalizadas como risco.

ESG e descarte de eletroeletrônicos

Como construir uma política de descarte de TI alinhada com ESG?

Uma política eficaz de descarte de ativos de TI precisa cobrir quatro dimensões:

Governança: quem é responsável pelo processo? Existe um protocolo formal aprovado pela liderança? A política está documentada, revisada periodicamente e comunicada a todos os departamentos? A responsabilidade não pode ficar exclusivamente com TI se o descarte de equipamentos afeta outras áreas como RH, financeiro e jurídico.

Operação: qual é o fluxo dos equipamentos desde o momento em que saem de operação até a destinação final? Quem são os prestadores contratados e eles têm as certificações necessárias (R2V3, ISO 14001, ISO 45001)? Como é feita a coleta em filiais e unidades fora da sede?

Dados: como é garantida a destruição de dados em conformidade com a LGPD antes do descarte dos equipamentos? O método utilizado (sobrescrita segura ou destruição física) está documentado e é adequado para cada tipo de equipamento?

Documentação: como são armazenados os certificados de destinação final, laudos técnicos e demais comprovantes? Por quanto tempo? Como são acessados em caso de auditoria interna ou externa? Um arquivo digital organizado por ano e por unidade resolve esse problema com esforço mínimo.

 

O que reportar em relatórios de sustentabilidade sobre descarte de eletroeletrônicos?

Empresas que publicam relatórios de sustentabilidade devem considerar reportar as seguintes informações:

Volume total de resíduos eletroeletrônicos gerados no período em toneladas ou quilogramas, com abertura por tipo de equipamento se possível. Esse dado permite comparação ano a ano e demonstra controle sobre a geração.

Taxa de destinação correta: percentual do total gerado que foi encaminhado para empresas licenciadas e certificadas. Uma taxa de 100% é o que qualquer auditor espera ver.

Certificações dos prestadores utilizados: R2V3, ISO 14001, ISO 45001, homologados a entidades gestoras como ABREE e Green Eletron. Mencionar as certificações dos prestadores aumenta a credibilidade do reporte.

Política de segurança de dados no descarte: métodos utilizados para destruição de dados e conformidade com LGPD. Esse é um ponto de intersecção entre o pilar ambiental e o pilar de governança do ESG.

 

Existe relação entre descarte de eletroeletrônicos, ESG e metas de carbono?

Sim, embora a relação seja frequentemente esquecida nas discussões sobre clima.

A fabricação de eletroeletrônicos é intensiva em emissões de carbono, especialmente na extração e processamento de metais raros e na produção de semicondutores. Prolongar a vida útil dos equipamentos ou garantir que os materiais sejam recuperados e reinseridos na cadeia produtiva reduz a necessidade de extração de matérias-primas virgens e de produção de novos componentes.

Isso contribui para a redução das emissões indiretas da cadeia de valor, conhecidas como Escopo 3 no GHG Protocol. O Escopo 3 abrange as emissões que acontecem fora da operação direta da empresa, tanto na fabricação dos produtos que ela consome quanto no descarte deles ao final da vida útil. Fabricar um novo equipamento eletrônico gera emissões significativas. 

Quando os materiais de um equipamento descartado são recuperados e reinseridos na produção, reduz-se a necessidade de matéria-prima virgem e, consequentemente, as emissões associadas. Para empresas com metas de carbono alinhadas a iniciativas como Science Based Targets (SBTi), reportar a taxa de recuperação de materiais nos eletroeletrônicos descartados é parte da demonstração de compromisso com o Escopo 3.

 

A BrasilReverso fornece documentação para relatórios de ESG?

Sim. O laudo técnico emitido pela BrasilReverso ao final de cada operação contém todas as informações necessárias para o reporte de ESG: volume de material destinado por tipo, certificações da empresa, destino final de cada fração e rastreabilidade completa do processo.

A empresa é homologada à ABREE e a Green Eletron e possui certificações ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, o que garante que o processo atende aos padrões exigidos pelos principais frameworks de sustentabilidade.

Para conhecer o serviço e solicitar proposta: brasilreverso.com.br/fale-conosco

WeMade
WeMade
Publicado em 06 de Maio de 2026 por WeMade.
Compartilhar

Publicações relacionadas

Ver todos os posts