BrasilReverso

ITAD no Brasil: o que significa IT Asset Disposition e como aplicar na sua empresa

ITAD é a sigla para IT Asset Disposition, o conceito internacional para gestão de ativos de TI no fim de vida útil. Multinacionais brasileiras estão importando o modelo. Entenda como aplicar no contexto regulatório do Brasil.

ITAD é a sigla para IT Asset Disposition, o conceito internacional para gestão de ativos de TI no fim de vida útil. Multinacionais brasileiras estão importando o modelo. Entenda como aplicar no contexto regulatório do Brasil.

ITAD é a sigla em inglês para IT Asset Disposition, ou disposição de ativos de TI. O conceito veio do mercado norte-americano e europeu, onde grandes corporações estruturam o ciclo completo dos ativos tecnológicos, desde a aquisição até o descarte final.

No Brasil, o termo começou a circular nos últimos anos, especialmente em multinacionais e empresas que respondem a matrizes globais. Para gestores que precisam estruturar processos de descarte de equipamentos de TI alinhados com padrões internacionais, entender ITAD é o ponto de partida.

O que é ITAD?

ITAD é o conjunto de processos que uma organização estabelece para gerenciar o fim de vida útil dos seus ativos de tecnologia da informação. Envolve a coleta dos equipamentos, a destruição segura dos dados, a avaliação para reuso ou descarte, a destinação ambientalmente adequada e a emissão da documentação que comprova cada etapa.

O conceito é mais amplo que o de simples reciclagem. Enquanto reciclagem foca no processamento dos materiais, o ITAD cobre o ciclo completo: o que fazer com o equipamento quando ele sai de uso, antes mesmo de chegar à etapa de reciclagem.

Quais são as etapas de um processo de ITAD?

Um processo estruturado de ITAD percorre seis etapas:

Inventário: levantamento completo dos equipamentos a serem descartados, com identificação por número de série, número de patrimônio e estado de conservação.

Coleta e transporte: retirada dos equipamentos do endereço do cliente com documentação de transporte. No Brasil, isso envolve a emissão do MTR antes da coleta para empresas que têm essa obrigação.

Destruição segura de dados: eliminação irreversível das informações armazenadas em HDs, SSDs, mídias magnéticas e outros dispositivos. Pode ser feita por software (sanitização) ou por destruição física, dependendo do nível de segurança exigido.

Avaliação de reuso: análise técnica dos equipamentos para identificar aqueles que ainda têm condições de uso e podem ser destinados a um novo ciclo, seja por compra e venda no mercado de ativos usados, seja por doação.

Reciclagem dos equipamentos sem condições de uso: processamento dos materiais por Manufatura Reversa, com recuperação de plásticos, metais e outros componentes.

Documentação: emissão dos laudos técnicos, do CDF gerado pelo SINIR ou SIGOR a partir do MTR, e do laudo fotográfico da destruição física dos dados.

Por que o ITAD virou tema no Brasil?

Três fatores explicam o crescimento do tema no Brasil:

Pressão de matrizes internacionais: subsidiárias brasileiras de multinacionais precisam responder a políticas globais de ITAD, com indicadores reportados ao grupo e auditados periodicamente.

Marco regulatório consolidado: a PNRS, o Decreto 10.240/2020 e a LGPD criaram um arcabouço legal que torna o ITAD não apenas uma boa prática, mas uma obrigação prática para empresas que querem conformidade.

Crescimento da pauta ESG: indicadores de gestão de resíduos, segurança da informação e governança corporativa estão entre os mais avaliados em auditorias de ESG. O ITAD endereça os três temas simultaneamente.

Como estruturar um processo de ITAD no Brasil?

A adaptação do conceito de ITAD para o contexto brasileiro envolve algumas particularidades:

Conformidade com a PNRS: a logística reversa é obrigação de fabricantes e importadores, mas todas as empresas geradoras têm responsabilidade pelo descarte ambientalmente adequado dos resíduos que produzem.

Conformidade com a LGPD: a destruição de dados precisa ser irreversível e documentada. A formatação simples não atende ao que a lei exige.

Documentação válida no Brasil: o CDF gerado pelos sistemas oficiais brasileiros é a principal evidência em auditorias. Empresas que importam apenas o modelo internacional de ITAD sem adaptar para a documentação brasileira ficam expostas em fiscalizações locais.

Parceiros certificados: licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente, certificações como ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, e associação a entidades gestoras como ABREE e Green Eletron são critérios objetivos para a escolha de parceiros.

ITAD para empresas com múltiplas filiais

Empresas com operações em diferentes estados do Brasil enfrentam um desafio adicional: garantir que todas as unidades sigam o mesmo padrão de descarte, com documentação consolidada.

A solução é contratar um parceiro com abrangência nacional, que possa atender todas as filiais com o mesmo padrão de processo e documentação. Isso simplifica a gestão e garante consistência nos relatórios de ESG e nas auditorias.

A BrasilReverso e o processo de ITAD

A BrasilReverso oferece todas as etapas do processo de ITAD para empresas brasileiras: avaliação prévia, coleta nacional, destruição física de dados em conformidade com a LGPD, Manufatura Reversa dos equipamentos e emissão de laudo técnico com rastreabilidade completa.

Para conhecer o processo: brasilreverso.com.br/fale-conosco

Sair da versão mobile