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Resíduo eletrônico no Brasil: 5 números que mostram o tamanho do problema e o papel das empresas

Conheça os 5 números mais relevantes sobre resíduo eletrônico no Brasil, o que eles significam para o setor corporativo e como as empresas podem fazer parte da solução.

Conheça os 5 números mais relevantes sobre resíduo eletrônico no Brasil, o que eles significam para o setor corporativo e como as empresas podem fazer parte da solução.

O Brasil é um dos maiores geradores de resíduos eletrônicos do mundo. Esse dado circula em muitas discussões sobre sustentabilidade, mas raramente vem acompanhado de números concretos que mostrem a dimensão real do problema e o que as empresas podem fazer. Este artigo reúne os dados mais relevantes sobre os resíduos eletrônicos  no Brasil, o que eles significam na prática e por que o setor corporativo tem papel central na solução.

 

O que é resíduo eletrônico?

Resíduo eletrônico é qualquer equipamento que funciona com energia elétrica, pilha ou bateria e que chegou ao fim de sua vida útil. Computadores, notebooks, servidores, monitores, impressoras, celulares, tablets, nobreaks, roteadores, TVs, eletrodomésticos e cartuchos de toner entram nessa categoria.

A sigla técnica é REEE, Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos. Esses materiais se diferenciam de outros resíduos porque combinam componentes de alto valor econômico, como metais recuperáveis, com materiais que precisam de destinação específica para não causar danos ao solo e à água.

 

Número 1: o Brasil gera 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024 da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o Brasil gera 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano. Os eletroeletrônicos representam uma parcela crescente desse total, impulsionada pela aceleração dos ciclos de renovação tecnológica, especialmente no setor corporativo.

 

Número 2: apenas 2,4% a 8,3% dos resíduos são efetivamente reciclados

Relatório da Fundação Dom Cabral e do Instituto Atmos aponta que entre 2,4% e 8,3% do total de resíduos gerados no Brasil é efetivamente reciclado. Esse percentual inclui todos os tipos de resíduo, e para eletroeletrônicos especificamente o cenário é ainda mais desafiador, dado o nível de complexidade do processamento necessário.

Para o setor corporativo, esse número tem uma implicação direta: a maior parte dos eletroeletrônicos que deixam as empresas sem um processo formal de destinação acabam em aterros ou no mercado informal, sem rastreabilidade e sem recuperação dos materiais.

 

Número 3: a coleta seletiva está em apenas 37% dos municípios

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o SNIS, a coleta seletiva está presente em apenas 37% dos municípios brasileiros. Isso significa que a infraestrutura pública de reciclagem não alcança a maior parte do país, o que torna a responsabilidade das empresas e dos sistemas de logística reversa ainda mais relevante.

Para eletroeletrônicos corporativos, a alternativa à ausência de infraestrutura pública é a contratação direta de empresas especializadas, que realizam coleta, processamento e destinação com documentação de conformidade.

 

Número 4: a Green Eletron destinou mais de 12,5 mil toneladas em 2025

A Green Eletron, entidade gestora de logística reversa reconhecida no âmbito da PNRS, destinou mais de 12,5 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos, pilhas e baterias em 2025, o maior volume anual já registrado pela entidade. Em dez anos de operação, a entidade já destinou corretamente mais de 30 mil toneladas.

Esse número mostra que o sistema de logística reversa criado pelo Decreto 10.240/2020 está produzindo resultados, mas também evidencia que há muito espaço para crescimento considerando o volume total de eletroeletrônicos gerados no país.

 

Número 5: o PLANEC prevê ações específicas para eletroeletrônicos nos próximos 10 anos

Aprovado em maio de 2025 pelo MDIC, o Plano Nacional de Economia Circular cita explicitamente o setor de eletroeletrônicos entre as prioridades para o reaproveitamento de resíduos e componentes. Com 18 objetivos e mais de 70 ações para o período 2025-2034, o plano sinaliza que as exigências e os incentivos para a destinação correta de eletroeletrônicos vão aumentar ao longo da próxima década.

 

Qual é o papel das empresas nesse cenário?

As empresas são responsáveis por uma parcela significativa dos resíduos eletrônicos gerados  no Brasil. Ciclos de renovação de frota de TI, substituição de servidores, troca de impressoras e descarte de equipamentos de rede geram volumes que, somados, são expressivos.

A diferença entre uma empresa que contribui para o problema e uma que faz parte da solução está no processo de destinação. Empresas que contratam uma empresa com licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente, garantem a emissão do MTR antes da coleta para que o CDF seja gerado via SINIR ou SIGOR, e mantêm a documentação organizada, estão contribuindo concretamente para a melhora dos índices de reciclagem no país.

A ABREE, Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos e a Green Eletron, são entidades que reúnem as principais empresas do setor e acompanham a evolução dos indicadores de destinação no Brasil.

 

A BrasilReverso faz parte dessa solução

A BrasilReverso atua desde 2013 no gerenciamento e reciclagem de eletroeletrônicos para empresas de todos os portes. O processo inclui coleta em todo o território nacional, Manufatura Reversa, destinação 100% ambientalmente correta e emissão de laudo técnico com rastreabilidade completa.

Para solicitar avaliação e agendar coleta: brasilreverso.com.br/fale-conosco

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