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O descarte data center é um processo que exige cuidados distintos do descarte de TI convencional. Quando uma empresa descomissiona um data center, a combinação de volume elevado de equipamentos, alta concentração de dados sensíveis e valor de materiais recuperáveis cria um cenário que demanda planejamento específico para cada dimensão.
Empresas que tratam o descarte data center como uma extensão do descarte comum de computadores cometem erros que geram riscos legais, de segurança e perda de valor. Este artigo apresenta os 8 cuidados específicos que o processo exige.
O descarte data center não começa quando os equipamentos são desligados. Começa durante o planejamento do projeto de migração ou renovação de infraestrutura. Definir com antecedência quem vai realizar a coleta, qual documentação será gerada e qual cronograma de retirada se encaixa na janela do projeto evita que equipamentos fiquem meses parados esperando destino.
Quanto mais tempo um servidor desligado fica nas instalações sem destinação definida, maior o risco de perda de controle sobre os dados que ainda estão nos discos.
Servidores e storages são os mais óbvios, mas o descarte data center envolve outros dispositivos que também armazenam dados: switches e firewalls com logs e configurações, fitas magnéticas de backup, impressoras de rede com HDs internos e dispositivos de gerenciamento de acesso.
O mapeamento completo antes do desligamento é o que garante que nenhum dispositivo com dados saia do data center sem o tratamento adequado.
A LGPD prevê obrigações de segurança e eliminação segura de dados pessoais. Para o descarte data center, dois métodos são aplicáveis:
Destruição física para dispositivos que serão descartados definitivamente: HDs e SSDs são triturados em fragmentos que tornam qualquer recuperação impossível. O processo é documentado com laudo fotográfico por dispositivo.
Sanitização por software para dispositivos que serão avaliados para reuso no mercado de ativos usados, seguindo normas como NIST 800-88.
Nem todos os equipamentos de um data center descomissionado chegaram ao fim da vida útil técnica. Servidores substituídos por modelos mais novos ou em uma consolidação de infraestrutura podem ainda ter condições de uso para outras aplicações.
A compra e venda de equipamentos de data center usados é um mercado ativo. Uma avaliação técnica prévia define quais equipamentos têm valor comercial residual, o que pode compensar parte dos custos da operação de descarte data center.
Para o descarte data center, o parceiro de reciclagem precisa ter licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente do estado. Empresas sem essa licença não estão autorizadas a realizar o processamento dos resíduos, e qualquer documentação que emitam não tem validade legal.
A certificação R2V3 é especialmente relevante para descarte data center por verificar os processos de segurança da informação no tratamento dos equipamentos.
Para empresas que têm obrigação de emitir Manifesto de Transporte de Resíduos, o MTR deve ser emitido antes de qualquer saída. Com o MTR emitido, o CDF é gerado pelos sistemas SINIR, SIGOR ou sistema próprio integrado ao órgão ambiental em alguns dias após a conclusão do processo.
Em operações de descarte data center de grande volume, o MTR pode ser emitido por lote de equipamentos, com documentação individualizada para os dispositivos com dados sensíveis.
Para auditorias de ESG, segurança da informação e conformidade fiscal, o ideal é que cada equipamento de data center descartado tenha seu número de série ou patrimônio cruzado com a documentação de destinação. Esse cruzamento é o que permite provar, perante qualquer verificação, que determinado ativo foi destinado corretamente em data específica.
Sem esse cruzamento, a documentação de destinação existe mas não é rastreável ao patrimônio, o que reduz seu valor em auditorias detalhadas.
Equipamentos de data center têm em geral valores contábeis mais altos e prazos de depreciação mais longos. Quando descartados antes do fim desse prazo, pode haver créditos tributários a aproveitar sobre o valor residual.
A análise prévia com contador ou advogado tributarista é recomendada para operações de descarte data center de maior volume.
A BrasilReverso realiza descarte data center para empresas de todos os portes com coleta nacional, destruição física de dados com laudo fotográfico, Manufatura Reversa e emissão de documentação de conformidade completa. Certificações ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, associação à ABREE e à Green Eletron.
Para planejar o descarte data center da sua operação: brasilreverso.com.br/fale-conosco