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Como incluir o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG da empresa em 5 passos

Como incluir o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG da empresa em 5 passos

Como incluir o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG da empresa em 5 passos

É comum uma empresa ter métricas de descarte para citar no relatório de sustentabilidade e, ainda assim, não ter uma política clara sobre o assunto. Número solto no relatório não é estratégia. Incluir o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG da empresa exige decisão estrutural, não apenas coleta de dado no fim do ano.

Este artigo apresenta cinco passos para incluir o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG de forma que sustente o relatório, em vez de aparecer nele por acaso.

Por que o descarte de eletroeletrônicos na estratégia ESG exige mais do que um número no relatório?

Uma métrica sem política por trás é frágil. Ela some quando o fornecedor muda, quando a pessoa que reunia o dado sai da empresa, ou quando o processo nunca foi formalizado o suficiente para sobreviver a uma auditoria mais detalhada. Estratégia significa que o descarte segue um padrão definido, independentemente de quem está conduzindo a operação naquele mês.

Passo 1: definir uma política interna de descarte, por escrito

O ponto de partida é registrar por escrito quando um equipamento é considerado obsoleto, quem decide o destino, e qual o fluxo entre a área de TI, o setor de compras e o fornecedor de destinação. Sem essa política, cada descarte depende de decisão individual, e a empresa perde consistência exatamente no tipo de informação que auditoria de ESG cobra.

Vale envolver mais de uma área na redação dessa política, não só o setor de TI. Compras e jurídico costumam ter visibilidade sobre parte do processo que a área de TI sozinha não enxerga, como prazo de contrato com fornecedor e prazo de guarda de documento exigido em outras frentes de compliance da empresa.

Passo 2: vincular a política de descarte a um fornecedor homologado

A política só funciona se apontar para um fornecedor específico, regular e documentado. Isso evita que cada área da empresa resolva o descarte por conta própria, com fornecedor diferente e sem padrão de documentação, cenário comum em empresa sem estratégia definida.

Isso não significa que a empresa precisa ter um único fornecedor para sempre. Significa que, em determinado momento, existe um fornecedor de referência formalmente definido, e qualquer mudança passa por decisão consciente, não por acomodação de cada área a quem for mais conveniente no momento.

Passo 3: estabelecer a frequência de coleta de dado, não só de descarte

Descarte acontece quando o equipamento sai de uso. Coleta de dado para o relatório precisa ser periódica, independentemente de ter havido descarte no período ou não. Isso significa manter um registro contínuo, atualizado mesmo em meses sem movimentação, para que o relatório não tenha lacuna.

Uma prática simples é reservar um momento fixo no calendário, por exemplo o fechamento de cada trimestre, para atualizar o registro, independentemente de ter havido descarte naquele período. Isso evita que a tarefa dependa de lembrança individual e reduz o risco de a empresa chegar ao fechamento anual sem dado consolidado.

Passo 4: conectar o descarte a mais de um pilar do ESG

Descarte de eletroeletrônicos costuma ser tratado só no pilar ambiental, mas também toca governança, pela conformidade documental, e em alguns casos o pilar social, quando envolve doação de equipamento ainda funcional. Tratar o tema em um único pilar deixa parte do valor da ação de fora do relatório.

Na prática, isso significa que a mesma operação de descarte pode alimentar mais de uma seção do relatório de sustentabilidade, desde que a empresa registre desde o início a informação necessária para cada pilar, em vez de tentar reconstruir essa conexão depois que o relatório já está em fase de fechamento.

Passo 5: revisar a política periodicamente, não só quando há problema

Política de descarte criada e nunca revisada tende a ficar desatualizada em relação a mudanças de fornecedor, de regulamentação ou de volume de equipamento. Revisão anual, alinhada ao ciclo do relatório de sustentabilidade, mantém a política e o relatório coerentes entre si.

Como isso se conecta às métricas que entram no relatório?

Uma vez que a política existe e o fornecedor está definido, as métricas deixam de ser um exercício de reconstrução no fim do ano e passam a ser um subproduto natural da operação. O detalhamento de quais métricas o descarte de eletroeletrônicos gera e de onde cada uma vem está em relatório ESG de reciclagem.

A BrasilReverso apoia empresas nessa estruturação?

Sim. Além da destinação em si, a empresa fornece a documentação que sustenta cada etapa do processo. Os impactos do descarte de eletroeletrônicos na avaliação ESG da empresa estão detalhados em ESG e descarte de eletroeletrônicos, e as ações da BrasilReverso nos três pilares estão na página de ESG.

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