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Descarte de servidores: etapas corretas, certificação ambiental e conformidade com PNRS e LGPD

Descarte de servidores: etapas corretas, certificação ambiental e conformidade com PNRS e LGPD

Descarte de servidores: etapas corretas, certificação ambiental e conformidade com PNRS e LGPD

O descarte de servidores é um dos processos mais sensíveis na gestão de TI corporativa. Servidores armazenam volumes significativos de dados sensíveis, têm peso e dimensões que exigem logística específica e contêm materiais com valor de recuperação mais alto que equipamentos convencionais. Tratar o descarte de servidores como um simples descarte de computadores gera riscos legais, de segurança da informação e perda de valor residual.

Este artigo detalha as etapas corretas para o descarte de servidores obsoletos, os requisitos de certificação ambiental e como garantir conformidade simultânea com a PNRS e a LGPD.

Por que o descarte de servidores exige atenção específica?

Servidores concentram características que os distinguem de outros resíduos eletroeletrônicos. Do ponto de vista de dados, armazenam bases completas de clientes, registros financeiros, credenciais de acesso e informações estratégicas da empresa. Do ponto de vista ambiental, contêm componentes que exigem destinação específica e documentação rastreável. Do ponto de vista de valor, têm materiais recuperáveis em quantidade superior à maioria dos equipamentos de TI.

Cada uma dessas dimensões exige um cuidado distinto no processo de descarte.

Etapa 1: planejamento com antecedência

O descarte de servidores costuma acontecer em janelas específicas ligadas a projetos de renovação de infraestrutura ou migração para nuvem. Diferente do descarte pontual de computadores, servidores saem em volume dentro de um cronograma que precisa ser coordenado com o desligamento dos sistemas e a migração dos dados para o novo ambiente.

O planejamento deve incluir: inventário detalhado por número de série, mapeamento de quais dispositivos contêm dados sensíveis, cronograma de desligamento e janela para retirada física.

Etapa 2: destruição segura dos dados antes do descarte

Servidores e storages que armazenam dados pessoais precisam ter essas informações eliminadas de forma irreversível antes de sair do controle da empresa. A LGPD prevê obrigações de segurança e eliminação segura de dados, e a simples formatação ou reset de fábrica não atende esse requisito.

A destruição física dos HDs e SSDs é o método mais seguro para servidores que serão descartados em definitivo. Os dispositivos são triturados em fragmentos que tornam qualquer recuperação de dados fisicamente impossível. O processo é documentado com laudo fotográfico comprovando a destruição de cada dispositivo individualmente.

Para servidores que ainda têm condições de uso e serão avaliados para o mercado de ativos usados, a sanitização por software com norma técnica como NIST 800-88 é a alternativa adequada.

Etapa 3: coleta com documentação de transporte

Para empresas que têm obrigação de emitir Manifesto de Transporte de Resíduos, o MTR deve ser emitido antes da coleta dos servidores. A empresa de reciclagem deve ter licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente do estado, o que comprova que está autorizada a transportar e processar esse tipo de resíduo.

A emissão do MTR antes da coleta é o que garante a geração posterior do CDF pelos sistemas SINIR, SIGOR ou sistema próprio integrado ao órgão ambiental.

Etapa 4: processamento por Manufatura Reversa

Servidores passam pelo processo de Manufatura Reversa, que desmonta e separa os materiais por tipo. A quantidade de cobre, alumínio e aço presente em um rack de servidores é significativamente maior que em computadores convencionais, o que torna o valor de recuperação dos materiais mais relevante para o cálculo da operação.

As placas de circuito impresso são exportadas para recuperação de materiais preciosos no exterior. Os plásticos são triturados e destinados à indústria como material moído. Os metais seguem para fundições e metalúrgicas.

Etapa 5: documentação de conformidade

Ao final do processo, a documentação de conformidade é emitida: CDF via sistema oficial ou laudo técnico, mais o laudo fotográfico da destruição dos dados. Esse conjunto de documentos comprova a conformidade com a PNRS e com a LGPD e deve ser arquivado por ano de competência, separado por unidade operacional quando a empresa tem filiais.

Essa documentação é o que sustenta a empresa em auditorias de ESG, processos licitatórios, questionários de cadeia de fornecimento e eventuais fiscalizações ambientais. Sem ela, não há como comprovar o destino dos equipamentos descartados, independentemente de como o processo foi conduzido.

 

A BrasilReverso e o descarte de servidores

A BrasilReverso realiza o descarte de servidores para empresas de todos os portes desde 2013, com coleta nacional, destruição física de dados com laudo fotográfico, Manufatura Reversa e emissão de documentação de conformidade completa. A empresa possui certificações ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, associação à ABREE e à Green Eletron.

Para solicitar avaliação: brasilreverso.com.br/fale-conosco

 

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