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Dia Internacional dos Resíduos Eletroeletrônicos: 3 números que sua empresa precisa conhecer

Dia Internacional dos Resíduos Eletroeletrônicos: 3 números que sua empresa precisa conhecer

Dia Internacional dos Resíduos Eletroeletrônicos: 3 números que sua empresa precisa conhecer

Em 14 de outubro é celebrado o Dia Internacional dos Resíduos Eletroeletrônicos, data criada em 2018 pelo WEEE Forum, associação internacional que reúne organizações de responsabilidade estendida do produtor em diversos países. Em 2026, a data chega à sua nona edição.

O objetivo da data é chamar atenção para um problema que cresce mais rápido do que a capacidade instalada de reciclagem formal no mundo todo. Não se trata de um tema abstrato ou distante da realidade brasileira, já que boa parte dos equipamentos eletroeletrônicos consumidos no Brasil segue as mesmas tendências de obsolescência e descarte observadas globalmente.

Reunimos três números que ajudam a dimensionar o problema e a entender por que ele é relevante para qualquer empresa que compra, usa e eventualmente descarta equipamentos eletroeletrônicos.

Quantos resíduos eletroeletrônicos o mundo gera por ano?

Segundo o Global E-waste Monitor 2024, relatório produzido pela União Internacional de Telecomunicações (ITU) em parceria com o UNITAR, órgão de treinamento e pesquisa da ONU, o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos em 2022, ano de referência mais recente do estudo. É o maior volume já registrado (fonte: ITU).

Esse volume inclui desde pequenos equipamentos domésticos até servidores, roteadores e outros ativos de TI corporativos, categoria que cresce de forma constante com a renovação de parques tecnológicos em empresas de todos os portes.

Qual parcela desse volume é reciclada de forma formal?

O mesmo relatório aponta que apenas 22% dos resíduos eletroeletrônicos gerados globalmente em 2022 tiveram coleta e reciclagem por canais formais e documentados. O restante segue rotas informais, sem rastreabilidade e sem garantia de destinação ambientalmente adequada.

Esse número reforça por que a documentação de todo o processo de descarte é tão relevante para empresas. Um Certificado de Destinação Final gerado a partir do sistema oficial não é apenas uma formalidade burocrática. É a evidência de que aquele material específico entrou no canal formal, e não engrossou a estatística de descarte sem controle.

O que o Brasil tem a ver com essa estatística global?

O Brasil não aparece isolado dessa tendência. O país segue crescendo em consumo de eletroeletrônicos, com renovação frequente de notebooks, celulares corporativos e equipamentos de infraestrutura de TI, o que aumenta proporcionalmente o volume de resíduos gerados a cada ano.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, já estabelece desde 2010 a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos eletroeletrônicos. O desafio, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, é fazer com que essa responsabilidade se traduza em rotinas reais de coleta e destinação dentro das empresas.

Como uma empresa evita contribuir para essa estatística?

A forma mais direta é estruturar um processo contínuo de gestão de ativos de TI ao fim da vida útil, com fornecedor certificado, coleta programada e emissão de documentação para cada lote descartado. Isso vale tanto para grandes volumes, como em uma migração de data center, quanto para descartes menores e recorrentes, como a troca periódica de notebooks.

A ABREE e a Green Eletron, entidades gestoras de sistemas de logística reversa reconhecidas no âmbito da PNRS, mantêm pontos de coleta distribuídos pelo Brasil voltados especificamente para esse tipo de resíduo, ampliando o acesso a canais formais de destinação (fontes: ABREE e Green Eletron).

Por que a data volta a crescer em relevância a cada edição?

O WEEE Forum aponta que a edição de 2026 é a nona desde a criação da data em 2018, o que reflete um movimento de mais organizações aderindo à mobilização a cada ano, em diferentes países. Esse crescimento acompanha, de certa forma, o próprio aumento do volume de resíduos eletroeletrônicos gerado globalmente, já que mais equipamentos em circulação significam mais descarte eventual.

Para empresas, participar dessa data não precisa significar uma campanha grande de comunicação. Pode ser, de forma mais direta, o momento de revisar internamente se o programa de descarte de eletroeletrônicos está funcionando como deveria, ou se existe algum equipamento parado que ainda não recebeu destinação formal.

Como transformar a data em uma ação interna concreta?

Uma forma simples de marcar a data internamente é usar a semana de 14 de outubro para revisar o inventário de equipamentos fora de uso em cada unidade da empresa, algo que muitas vezes acaba adiado ao longo do ano por falta de um gatilho específico. Ter uma data fixa no calendário ajuda a criar essa rotina de revisão.

Empresas que já têm um programa de descarte estruturado podem aproveitar a data para comunicar internamente os resultados do ano, como volume total de equipamentos descartados e certificados emitidos, reforçando junto aos times a importância de manter esse processo ativo.

Sua empresa sabe quanto do que descarta segue um canal formal e documentado?

O Dia Internacional dos Resíduos Eletroeletrônicos existe para lembrar que esse volume de 62 milhões de toneladas por ano não é um problema de outro país ou de outro setor. Ele é resultado da soma de decisões de descarte tomadas, ou não tomadas, por empresas e pessoas em todo o mundo, Brasil incluído.

A BrasilReverso opera como empresa homologada para gerar certificação de destinação final para clientes que descartam eletroeletrônicos por meio da ABREE e da Green Eletron. Sua empresa sabe quanto do que ela descarta hoje segue, de fato, um canal formal e documentado?

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