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Programa de descarte de eletroeletrônicos: 5 benefícios estratégicos para empresas

Programa de descarte de eletroeletrônicos: 5 benefícios estratégicos para empresas

Programa de descarte de eletroeletrônicos: 5 benefícios estratégicos para empresas

Estruturar um programa de descarte de eletroeletrônicos vai além de cumprir uma obrigação ambiental. Para empresas que lidam com volumes regulares de equipamentos obsoletos, o processo organizado gera benefícios concretos em conformidade legal, segurança da informação, acesso a contratos e reputação de mercado.

Este guia apresenta os 5 principais benefícios estratégicos de um programa estruturado de descarte e os pontos que toda empresa deve considerar na implementação.

Benefício 1: redução de riscos relacionados à segurança da informação

Equipamentos descartados sem a destruição adequada dos dados representam uma vulnerabilidade real. Computadores, servidores, impressoras multifuncionais com HD interno e dispositivos móveis corporativos podem conter informações sensíveis de clientes, colaboradores e operações financeiras.

A LGPD prevê obrigações de segurança e eliminação segura de dados pessoais. Um programa estruturado garante que todos os equipamentos passem pela destruição dos dados antes de deixar o controle da empresa, reduzindo a exposição a incidentes de segurança e às consequências legais decorrentes.

Benefício 2: conformidade ambiental documentada para auditorias e licitações

Certificações e auditorias de ESG verificam se a empresa tem documentação que comprova a destinação correta dos resíduos que gera. O Decreto 7.746/2012 e instruções normativas posteriores estabelecem critérios de sustentabilidade para contratações públicas. Empresas que participam de processos licitatórios precisam comprovar essa conformidade ambiental, e a documentação gerada pelo programa de descarte é o que sustenta essa comprovação.

Um programa estruturado garante que cada operação de descarte gere documentação válida: CDF emitido pelos sistemas SINIR ou SIGOR a partir do MTR, ou laudo técnico para empresas que não têm obrigação de emitir MTR. Vale destacar que a BrasilReverso não realiza licitações, mas apoia as empresas clientes na geração da documentação necessária para que elas próprias comprovem sua conformidade ambiental nesses processos.

 

Benefício 3: alinhamento com indicadores de ESG

Frameworks como GRI 306, SASB e CDP incluem indicadores específicos sobre gestão de resíduos. Empresas que publicam relatórios de sustentabilidade, respondem a questionários de cadeia de fornecimento de grandes corporações ou buscam acesso a capital de fundos com critérios ESG precisam de dados consistentes sobre destinação de resíduos eletroeletrônicos.

Um programa estruturado gera esses dados de forma organizada por ano de competência, com abertura por tipo de equipamento e por unidade operacional, facilitando o reporte nos frameworks exigidos.

Benefício 4: possibilidade de retorno financeiro

Dependendo do tipo e volume de equipamentos descartados, o programa pode gerar retorno financeiro. Equipamentos que ainda têm vida útil podem ser destinados ao mercado de ativos usados. Materiais como cobre, alumínio e aço recuperados no processo de Manufatura Reversa têm valor comercial como commodities. Em volumes significativos, esse valor pode compensar ou superar os custos operacionais do processo.

A avaliação prévia feita por uma empresa especializada é o que define as condições comerciais com base no inventário real da empresa.

Benefício 5: gestão de patrimônio mais organizada

Um programa estruturado conecta o descarte ao controle de patrimônio. Cada equipamento que entra no processo de reciclagem tem seu número de série ou número de patrimônio registrado e cruzado com a documentação de destinação ao final.

Esse cruzamento cria rastreabilidade completa: qualquer verificação interna ou externa pode confirmar que determinado ativo foi descartado em data específica por empresa licenciada. Sem esse controle, a gestão do patrimônio fica com lacunas difíceis de justificar em auditorias.

Pontos a considerar na implementação

Ao estruturar um programa de descarte, algumas definições são fundamentais:

Mapeamento dos fluxos de geração: quais equipamentos a empresa descarta, com que frequência e em quais unidades.

Definição de responsabilidades: quais áreas estão envolvidas no processo, considerando que isso varia de empresa para empresa.

Escolha do parceiro de reciclagem: verificar licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente, certificações como ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, e associação a entidades gestoras reconhecidas no âmbito da PNRS como ABREE e Green Eletron.

Definição do fluxo documental: MTR antes de cada coleta quando aplicável, arquivamento organizado de CDFs e laudos técnicos por ano de competência.

Comunicação interna: garantir que todos os colaboradores envolvidos conheçam o processo e a terminologia, independentemente da área em que atuam.

A BrasilReverso e a implementação do programa de descarte de eletroeletrônicos

A BrasilReverso realiza avaliação prévia do inventário de equipamentos e apresenta proposta com base no contexto real da empresa, apoiando a estruturação do processo do início ao fim.

Para solicitar avaliação: brasilreverso.com.br/fale-conosco

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