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Certificação é um dos primeiros critérios avaliados na escolha de uma recicladora de eletroeletrônicos. É também um termo amplo, que pode significar coisas diferentes dependendo de qual documento, de qual entidade e de qual validade estamos falando quando o assunto é certificação de reciclagem de eletrônicos.
Para a empresa que contrata, esses detalhes importam. Se o fornecedor não estiver regular, a responsabilidade pelo destino do material continua com quem gerou o resíduo. Este artigo mostra como verificar a certificação de reciclagem de eletrônicos de um fornecedor em cinco passos.
Regularidade e certificação não são a mesma coisa. A licença de operação é a autorização legal para funcionar, emitida pelo órgão ambiental do estado. As certificações são atestados voluntários de que a empresa segue determinada norma. Uma recicladora pode ter certificações e estar irregular, e o contrário também acontece. A verificação completa cobre as duas camadas.
A licença de operação é única e emitida pelo órgão ambiental estadual, que em São Paulo é a CETESB. Peça o número da licença, a razão social e o CNPJ, e confirme se a atividade licenciada corresponde ao que será contratado e se o endereço da unidade é o mesmo onde o material será processado. Atenção ao prazo de validade, porque licença vencida muda a situação do fornecedor durante a vigência do contrato.
A ISO 14001 trata do sistema de gestão ambiental e a ISO 45001 trata de saúde e segurança ocupacional. Peça o certificado em arquivo, não apenas o selo. Alguns fornecedores já disponibilizam a cópia controlada do certificado diretamente no próprio site, geralmente ao clicar no ícone da certificação no rodapé, como é o caso da BrasilReverso, que publica o ISO 14001 e o ISO 45001 dessa forma. O documento traz o organismo certificador, o escopo, o número e a data de validade, e o escopo é o campo mais ignorado e o mais relevante, porque delimita quais atividades e quais unidades estão cobertas pela certificação.
O R2V3 é a norma internacional voltada especificamente para o setor de eletroeletrônicos, com exigências sobre rastreabilidade, segurança de dados e destino das frações. A entidade responsável pela norma é o SERI, que mantém uma ferramenta de busca por instalações certificadas. Para a empresa contratante, a checagem é direta: localizar o fornecedor nessa busca, e não apenas aceitar o selo reproduzido em material de divulgação.
Fabricantes e importadores cumprem a logística reversa por meio de entidades gestoras, que homologam as empresas responsáveis pela manufatura reversa. A ABREE e a Green Eletron são reconhecidas no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos e mantêm pontos de coleta em todo o Brasil. A homologação por uma entidade gestora indica que a empresa passou por auditoria de terceiro. A BrasilReverso é empresa homologada nas duas.
Antes de assinar, verifique a licença de operação e as demais documentações e certificações do fornecedor, conforme os passos anteriores. Se quiser conhecer melhor como será a documentação após o processo, também é possível solicitar, de forma opcional, um exemplo de laudo interno produzido pela empresa destinadora.
Esse exemplo serve apenas para dar uma noção de como é o documento e quais informações ele apresenta.
Sim. A empresa atua desde 2013 no gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos, com as certificações ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, além da homologação junto à ABREE e à Green Eletron. Os critérios de escolha de um parceiro, além da certificação em si, estão em parceiro certificado TI, e a estrutura completa da empresa está descrita em quem somos.