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O descarte de servidores é um dos processos mais sensíveis na gestão de TI corporativa. Servidores armazenam volumes significativos de dados sensíveis, têm peso e dimensões que exigem logística específica e contêm materiais com valor de recuperação mais alto que equipamentos convencionais. Tratar o descarte de servidores como um simples descarte de computadores gera riscos legais, de segurança da informação e perda de valor residual.
Este artigo detalha as etapas corretas para o descarte de servidores obsoletos, os requisitos de certificação ambiental e como garantir conformidade simultânea com a PNRS e a LGPD.
Servidores concentram características que os distinguem de outros resíduos eletroeletrônicos. Do ponto de vista de dados, armazenam bases completas de clientes, registros financeiros, credenciais de acesso e informações estratégicas da empresa. Do ponto de vista ambiental, contêm componentes que exigem destinação específica e documentação rastreável. Do ponto de vista de valor, têm materiais recuperáveis em quantidade superior à maioria dos equipamentos de TI.
Cada uma dessas dimensões exige um cuidado distinto no processo de descarte.
O descarte de servidores costuma acontecer em janelas específicas ligadas a projetos de renovação de infraestrutura ou migração para nuvem. Diferente do descarte pontual de computadores, servidores saem em volume dentro de um cronograma que precisa ser coordenado com o desligamento dos sistemas e a migração dos dados para o novo ambiente.
O planejamento deve incluir: inventário detalhado por número de série, mapeamento de quais dispositivos contêm dados sensíveis, cronograma de desligamento e janela para retirada física.
Servidores e storages que armazenam dados pessoais precisam ter essas informações eliminadas de forma irreversível antes de sair do controle da empresa. A LGPD prevê obrigações de segurança e eliminação segura de dados, e a simples formatação ou reset de fábrica não atende esse requisito.
A destruição física dos HDs e SSDs é o método mais seguro para servidores que serão descartados em definitivo. Os dispositivos são triturados em fragmentos que tornam qualquer recuperação de dados fisicamente impossível. O processo é documentado com laudo fotográfico comprovando a destruição de cada dispositivo individualmente.
Para servidores que ainda têm condições de uso e serão avaliados para o mercado de ativos usados, a sanitização por software com norma técnica como NIST 800-88 é a alternativa adequada.
Para empresas que têm obrigação de emitir Manifesto de Transporte de Resíduos, o MTR deve ser emitido antes da coleta dos servidores. A empresa de reciclagem deve ter licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente do estado, o que comprova que está autorizada a transportar e processar esse tipo de resíduo.
A emissão do MTR antes da coleta é o que garante a geração posterior do CDF pelos sistemas SINIR, SIGOR ou sistema próprio integrado ao órgão ambiental.
Servidores passam pelo processo de Manufatura Reversa, que desmonta e separa os materiais por tipo. A quantidade de cobre, alumínio e aço presente em um rack de servidores é significativamente maior que em computadores convencionais, o que torna o valor de recuperação dos materiais mais relevante para o cálculo da operação.
As placas de circuito impresso são exportadas para recuperação de materiais preciosos no exterior. Os plásticos são triturados e destinados à indústria como material moído. Os metais seguem para fundições e metalúrgicas.
Ao final do processo, a documentação de conformidade é emitida: CDF via sistema oficial ou laudo técnico, mais o laudo fotográfico da destruição dos dados. Esse conjunto de documentos comprova a conformidade com a PNRS e com a LGPD e deve ser arquivado por ano de competência, separado por unidade operacional quando a empresa tem filiais.
Essa documentação é o que sustenta a empresa em auditorias de ESG, processos licitatórios, questionários de cadeia de fornecimento e eventuais fiscalizações ambientais. Sem ela, não há como comprovar o destino dos equipamentos descartados, independentemente de como o processo foi conduzido.
A BrasilReverso realiza o descarte de servidores para empresas de todos os portes desde 2013, com coleta nacional, destruição física de dados com laudo fotográfico, Manufatura Reversa e emissão de documentação de conformidade completa. A empresa possui certificações ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, associação à ABREE e à Green Eletron.
Para solicitar avaliação: brasilreverso.com.br/fale-conosco