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Todo 5 de junho, a maior data ambiental do mundo chega acompanhada de uma enxurrada de posts institucionais com fotos de florestas e mensagens genéricas sobre sustentabilidade. Para empresas que levam a sério a pauta ambiental, essa data pode ser muito mais do que um post programado.
A Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. Desde então, a data se tornou uma referência global para chamar atenção sobre questões ambientais e mobilizar ações concretas. No contexto corporativo brasileiro, essa é uma oportunidade para revisar processos, estabelecer metas mensuráveis e demonstrar compromisso real com a sustentabilidade.
A primeira ação concreta que uma empresa pode fazer no Dia Mundial do Meio Ambiente é simples e tem impacto imediato: mapear todos os equipamentos eletroeletrônicos obsoletos que estão acumulados em depósitos, salas de TI, almoxarifados e corredores.
A maior parte das empresas tem volumes significativos de material parado sem destino definido. Computadores antigos, impressoras fora de uso, monitores, nobreaks, equipamentos de rede e cartuchos de toner se acumulam por meses ou anos porque ninguém da equipe sabe exatamente o que fazer com eles.
O inventário deve registrar tipo de equipamento, modelo, número de série quando disponível, número de patrimônio interno, estado de conservação e localização. Esse levantamento simples já estabelece a base para todas as outras ações.
Com o inventário em mãos, a próxima ação é destinar esse material corretamente. A escolha da empresa de reciclagem precisa seguir critérios objetivos:
Licença de operação válida emitida pela CETESB ou pelo órgão ambiental competente. É o documento que comprova que a empresa está autorizada a realizar o serviço.
Certificações relevantes como ISO 14001, ISO 45001 e R2V3, que comprovam sistemas estruturados de gestão ambiental, de saúde e segurança ocupacional, e de segurança da informação no descarte.
Associação a entidades gestoras reconhecidas no âmbito da PNRS, como ABREE e Green Eletron.
Capacidade de emitir documentação técnica, seja o CDF gerado pelo SINIR ou SIGOR a partir do MTR, seja o laudo técnico para empresas que não têm obrigação de emitir MTR.
Datas comemorativas funcionam como gatilho para institucionalizar processos que ainda não existem na empresa. Uma política interna de descarte de equipamentos eletroeletrônicos garante que o processo não dependa do conhecimento individual de quem está na função no momento.
A política deve definir quem é responsável pelo processo, qual o fluxo dos equipamentos desde que saem de operação até a entrega à empresa de reciclagem, como é garantida a destruição dos dados em conformidade com a LGPD, e como a documentação de destinação é arquivada.
Uma política bem estruturada também define a frequência de coleta, os parceiros homologados e os critérios de aprovação de novos prestadores.
Para empresas que publicam relatórios de sustentabilidade ou respondem a questionários de ESG, o Dia Mundial do Meio Ambiente é o momento de revisar quais dados sobre gestão de resíduos eletroeletrônicos estão sendo reportados.
Os indicadores mais relevantes são: volume total destinado por ano, em toneladas ou quilogramas, abertura por tipo de equipamento, taxa de destinação correta como percentual do total gerado, certificações dos prestadores utilizados e política de segurança de dados no descarte conforme LGPD.
Frameworks como GRI 306, que trata especificamente da gestão de resíduos, e SASB para o setor de tecnologia incluem esses indicadores. Empresas que conseguem reportar dados consistentes têm pontuação mais alta em avaliações de ESG.
A comunicação interna no Dia Mundial do Meio Ambiente costuma se limitar a um e-mail genérico da liderança. Empresas que fazem essa comunicação bem usam a data para mostrar dados concretos do que foi feito no ano: volumes destinados, materiais recuperados, conformidade documental atingida.
Quando colaboradores entendem o impacto real do trabalho que a empresa faz, o engajamento com práticas ambientais aumenta. Isso vale tanto para as equipes que fecham negociações de descarte e destinação, que podem variar de empresa para empresa, quanto para todas as demais áreas, como RH, jurídico, financeiro e comercial. Transparência interna sobre as ações ambientais da empresa fortalece a cultura e o alinhamento de todos com a política ambiental.
A maior contribuição que uma empresa pode dar nessa data não é um post nas redes sociais. É estruturar processos que continuem funcionando no resto do ano, gerando documentação consistente e contribuindo de forma mensurável para a economia circular.
A BrasilReverso atua desde 2013 no gerenciamento e reciclagem de eletroeletrônicos para empresas de todos os portes. O processo inclui coleta nacional, Manufatura Reversa, emissão de laudo técnico e conformidade com a documentação exigida.
Para solicitar avaliação e agendar coleta: brasilreverso.com.br/fale-conosco