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Quando o assunto é descarte de TI, a atenção das empresas costuma se concentrar em notebooks, desktops e servidores. Equipamentos de infraestrutura de rede, como roteadores, switches e nobreaks, ficam em segundo plano, muitas vezes esquecidos em salas técnicas por anos depois de saírem de operação.
Esse esquecimento tem uma explicação prática: esses equipamentos raramente aparecem em inventários de TI da mesma forma que estações de trabalho, e sua substituição costuma ser feita por equipes de infraestrutura, não pelo time responsável pelo descarte de ativos.
O resultado é um estoque de equipamentos de rede que se acumula silenciosamente, sem gerar o mesmo alerta que um notebook parado geraria. Veja o que considerar para tratar esse fim de vida útil corretamente.
Nobreaks contêm baterias internas, o que os coloca em uma categoria de resíduo distinta de equipamentos puramente eletrônicos. Essas baterias precisam ser tratadas separadamente do restante do equipamento no processo de reciclagem, seguindo a logística reversa específica para pilhas e baterias.
Empresas que descartam nobreaks sem considerar esse detalhe correm o risco de contratar um serviço genérico de reciclagem de eletroeletrônicos que não está preparado para separar corretamente essa fração de baterias, o que compromete a destinação ambientalmente adequada de todo o lote.
Roteadores e switches corporativos costumam armazenar configurações de rede, credenciais de acesso e, em alguns casos, registros de tráfego. Embora o volume de dados seja diferente do armazenado em um servidor, o mesmo princípio de segurança se aplica: um reset de fábrica reduz o acesso às configurações, mas não elimina fisicamente a memória do equipamento.
Para equipamentos de rede com maior sensibilidade, como os usados em ambientes que lidam com dados de clientes, vale considerar o mesmo processo de destruição física aplicado a HDs de servidores, disponível na página de destruição segura de dados da BrasilReverso.
A LGPD, Lei 13.709/2018, trata da proteção de dados pessoais em qualquer meio onde estejam armazenados, o que inclui a memória de configuração de equipamentos de rede corporativa. Empresas que lidam com dados de clientes ou fornecedores em suas redes precisam considerar esse ponto ao planejar o descarte, com a mesma atenção dedicada a servidores.
Esse cuidado se conecta diretamente ao processo já descrito para descarte de servidores, que trata da conformidade conjunta com a PNRS e a LGPD ao longo de todo o processo de reciclagem.
Sim, e essa costuma ser a forma mais eficiente de organizar o processo. Em vez de tratar roteadores, switches e nobreaks como uma categoria separada e esquecida, incluí-los no mesmo levantamento de gestão de ativos de TI ao fim da vida útil evita que fiquem parados por mais tempo do que o restante do parque tecnológico.
A coleta conjunta também reduz custo logístico, já que o fornecedor de reciclagem pode processar diferentes categorias de equipamento em uma mesma visita, desde que esteja preparado para separar corretamente as frações que exigem tratamento específico, como as baterias dos nobreaks.
Em muitas empresas, a substituição de roteadores, switches e nobreaks é decidida e executada pela equipe de infraestrutura de redes, enquanto o processo de descarte de TI é gerido por outra área, como facilities ou compras. Essa divisão de responsabilidade é justamente o que costuma deixar esses equipamentos fora do radar do programa de descarte oficial da empresa.
Alinhar as duas áreas, de forma que qualquer equipamento de infraestrutura substituído entre automaticamente no fluxo de descarte já contratado pela empresa, fecha essa lacuna sem exigir um processo novo, apenas uma comunicação melhor entre times que hoje tratam o tema separadamente.
Sim, e essa revisão costuma revelar volumes maiores do que a empresa espera. Como esses equipamentos raramente entram no inventário formal de TI, é comum encontrar roteadores, switches e nobreaks de gerações anteriores parados em depósitos há anos, sem qualquer registro de saída de uso.
Incluir esse levantamento na próxima rodada de descarte, em vez de deixá-lo para uma revisão futura, evita que esse estoque continue crescendo e que a empresa perca o controle sobre quantos equipamentos de infraestrutura ainda aguardam destinação correta.
Sim, desde que a empresa seja tributada pelo lucro real e siga o mesmo processo formal previsto no Decreto 9.580/2018, com Termo de Verificação Física e acompanhamento de auditor fiscal. Roteadores, switches e nobreaks com valor contábil residual seguem o mesmo tratamento dado a notebooks e servidores nesse processo.
O detalhe é que, justamente por ficarem fora do radar do inventário de TI mais visível, esses equipamentos costumam ser deixados de fora do levantamento que dá origem ao pedido de dedutibilidade fiscal, o que representa uma oportunidade de recuperação que a empresa acaba não aproveitando.
Equipamentos de rede não costumam gerar o mesmo alerta visual que um notebook quebrado sobre uma mesa, mas acumulam os mesmos riscos, de segurança de dados a passivo ambiental, quando ficam parados sem destinação. Tratá-los como parte do mesmo programa de descarte usado para o restante do parque de TI evita que esse ponto cego continue existindo.
A BrasilReverso processa diferentes categorias de equipamentos de infraestrutura corporativa dentro de um único programa de descarte. Sua empresa já incluiu roteadores, switches e nobreaks no inventário de ativos que aguardam descarte?